Cidadania e Consumo Sustentável
Nossas escolhas fazem a
diferença
“ O aumento
no consumo de energia, água,minerais e elementos da biodiversidade vem causando
sérios problemas ambientais, como a poluição da água e do ar, a contaminação e
o desgaste do solo, o desaparecimento de espécies animais e vegetais e as
mudanças climáticas. Para tentar enfrentar estes problemas surgiram muitas
propostas de políticas ambientais, como consumo verde, consciente, ético,
responsável ou sustentável. Mas o que significa estas expressões? E o que elas
têm a ver com o tema cidadania? ” ¹
Inicio primeiramente
conceituando consumo, consumismo, consumo sustentável e cidadania, a fim de
estabelecer suas diferenças e por fim sua relação.
Consumo² significa compra
e venda de produtos, o que se gasta, ingestão, utilização, gasto, uso, emprego.
Consumismo³ significa consumo exagerado e supérfluo de bens. Consumo
Sustentável4 envolve a
escolha de produtos que utilizaram menos recursos naturais em sua produção, que
garantiram o emprego decente aos que os produziram, e que serão facilmente
reaproveitados ou reciclados. Significa comprar aquilo que é realmente
necessário, estendendo a vida útil dos produtos tanto quanto possível. Cidadania5
- o termo cidadania tem origem etimológica no latim civitas,
que significa "cidade". Estabelece um estatuto de pertencimento de um
indivíduo a uma comunidade politicamente articulada – um país – e que lhe
atribui um conjunto de direitos e obrigações, sob vigência de uma constituição.
Ao contrário dos direitos humanos – que tendem à universalidade dos direitos
do ser humano na sua dignidade –, a cidadania moderna, embora
influenciada por aquelas concepções mais antigas, possui um caráter próprio e
possui duas categorias: formal e substantiva.
A partir destes conceitos
e observando o conjunto de informações contidas tanto na cartilha sobre consumo
sustentável, quanto nos relatos trazidos pelos participantes dos fóruns,
observo a transformação e inversão no consumo dos bens, que num determinado
momento eram de subsistência, ou seja, para manutenção básica das necessidades
diárias e em outro, na atualidade, torna-se um consumo voraz de coisas que não
precisamos( por necessidade básica ) banalizando esta prática mercantil. Este
consumismo vai muito além do ato de comprar supérfluos, pois ele é excludente, estratificador
e gerador de desigualdades sociais quase sem precedentes históricos. A
sociedade de consumo impulsiona os indivíduos a comprarem mais e mais com
pretextos de aceitação e inclusão nos mais diversos grupos sociais. Para suprir
esta demanda crescente de consumo, a indústria investe cada vez mais em
tecnologias para produção de produtos em massa, ou posso dizer de massa, pois o
objetivo dela é vender o máximo possível, e estes produtos tem, quase que
obrigatoriamente, terem seus prazos de validade breves, a fim de que a
sociedade tenha a necessidade de substituí-los com brevidade. Para que seja
produzido um volume tão alto de produtos (des)necessários à população,estamos
todos pagando um altíssimo preço, pois estão sendo devastadas áreas enormes de
floresta, águas, ar e solo estão sendo
poluídos e principalmente os recursos naturais renováveis que estão sendo
explorados à exaustão. Diante deste cenário surge um conjunto de possibilidades
de mudança e entre elas figura de forma “avant
garde” o consumo sustentável, ele é a grande diferença entre consumir de
forma supérflua e consumir de forma consciente, esta consciência transita pelo
ato do cidadão consumir, pela forma que o produto foi manufaturado, pela extração
da matéria prima, pela veiculação na mídia ou seja, estão todos inseridos neste
processo, os agentes diretos e indiretos.
¹ Consumo Sustentável, Manual de Educação – pg 14
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