terça-feira, 7 de outubro de 2014

Avaliação


Hoje ao abrir o fórum de discussão para avaliar o quanto realizado... enquanto realizamos!, li uma carta aberta, que foi postada. Nela contiam anseios, dúvidas, demandas e principalmente avidez por mudança. Este fórum é aberto a todos os participantes.
O curso de Saúde Coletiva é relativamente novo na UFRGS, surge como uma proposta para contribuir na definição de uma política inovadora, e contemporânea, de formação de profissionais com forte atuação no setor da saúde. Visa amparar o setor da saúde com a formação de um profissional demandado, mas inexistente no âmbito da graduação. Busca-se, de modo especial, a construção da integralidade e da interprofissionalidade nas atividades relacionadas às políticas, ações, planos, programas, serviços, sistemas e redes de saúde(http://www.ufrgs.br/ufrgs/ensino/graduacao/cursos/exibeCurso?cod_curso=806), é um curso noturno, quase vespertino, uma vez que as aulas iniciam as 18:30h, os discentes são em sua maioria trabalhadores, muitos oriundos do setor saúde, há uma diversidade cultural, de idade, de saberes, e de formação prévia, haja vista a existência de colegas recém saídos do ensino médio e outros graduados ou pós-graduados. Uma das propostas do curso é a transversalidade entre as Unidades de Produção Pedagógicas - UPP, para formação de saberes coletivos, porém nem sempre a avaliação se dá a partir do que se acumulou, dos novos saberes, mas sim do que não acumulou ou o não realizou. Parece-se em muito com aquela edução do início do século passado, quando os Padres Jesuítas em que a ideia central era a força de trabalho, através da catequização dos índios. Me questiono se esta é a inovação ou se é a simples continuidade do modelo conformista, porém de roupa nova, capaz de produzir indivíduos uniformes, senso comum, e onde fica a capacidade do senso crítico? Os ideais de cidadania?.

Acredito sim, como Einstein cita, somos todos gênios, porém é preciso uma mudança na forma de avaliação. Não sei qual a fórmula mágica para esta mudança,  sei  que esta, é possível e que ouvir os coletivos é o início.

Nenhum comentário:

Postar um comentário