sábado, 31 de maio de 2014

Concordo em parte com pessoas que transferem "tudo" para a ineficiência do Estado, no que se refere a Saúde Pública, porém, acredito eu, nossa saúde tem fatores bem mais amplos de interferência do que reduzir num "discurso" tão singular de condição urbana, ambiental e de elites monopolizadoras, pois não obstante todos entraves tanto sociais quanto políticos, o "Estado" vem implantando políticas públicas capazes de minimizar a problemática da saúde.
Nós, enquanto SANITARISTAS( refiro-me aos graduandos de Saúde Coletiva - UFRGS ), precisamos nos despir de muitos conceitos pré-concebidos para termos um olhar holístico, onde além de vermos uma situação de agravo à saúde, sejamos capazes, também, de projetar resultados futuros de políticas transversais atuais, haja vista a complexidade de resolução no que tange à saúde e sociedade. Algumas práticas somente terão eco talvez daqui a uns 10 anos. Veja o programa "Mais Médicos", o "Bolsa Família" e por que não mencionar, a Iniciativa Hospital Amigo da Criança – IHAC – que foi idealizada em 1990 pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pelo UNICEF para promover, proteger e apoiar o aleitamento materno. O objetivo é mobilizar os funcionários dos estabelecimentos de saúde para que mudem condutas e rotinas responsáveis pelos elevados índices de desmame precoce, e agora é que vemos com naturalidade a prática de incentivo ao aleitamento. Ou será que "Nan®" seria melhor? Talvez sim, para a Nestlè® que é a elite dominante.
31/05/2014
"Boa luta a todos"

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